1. O que fazer se o Casual Friday virou um pesadelo corporativo na sua empresa?

A primeira ação emergencial é comunicar novamente a todos qual a política e reforçar que ambiente corporativo, mesmo nos momentos informais, não combina com tênis esportivo, camiseta de time, roupas sensuais (justas, transparentes, decotadas), rasteirinhas e mini saias. É comum que a liberdade de adotar um nível de formalidade menor gere abusos e confusões, mas o profissional precisa compreender que está representando os atributos da marca daquela empresa e que sua reputação também está em jogo. Imagine se, justamente naquela sexta, ele ou ela é chamado para uma reunião de última hora com a diretoria?

 

2. Como informar aos colaboradores as regras da empresa em relação ao dress code, ou política de vestimenta? 

As regras precisam ser claras, detalhadas e ilustradas. Não basta dizer que “nas sextas-feiras é permitido o uso de jeans”. É preciso explicitar qual o tipo de jeans adequado para o ambiente corporativo e em específico para aquela empresa: “jeans de corte reto, lavagem homogênea e escura, sem apliques ou decorações como tachas e brilhos”. Um dress code mais informal pode incluir ou não jeans, camiseta pólo etc. Cada empresa precisa definir seus critérios e comunicá-los clara e constantemente.

 

3. O que mais a empresa pode fazer para alinhar seus valores à imagem dos profissionais?

A organização pode proporcionar oportunidades para que os colaboradores abordem o assunto imagem profissional e esclareçam dúvidas. Algumas oportunidades que identificamos como fundamentais são integração de novos colaboradores; treinamentos específicos de imagem profissional, em especial para equipes que possuem contato com clientes e fornecedores; portal na internet com dicas e exemplos; canal com consultoria especializada para consulta virtual, por exemplo. Muitas empresas têm colocado mais foco no alinhamento da imagem dos profissionais com a imagem da marca, uma vez que o dress code informal gera mais espaço para que cada um expresse sua individualidade, mas, ao mesmo tempo traz  dúvidas sobre a adequação e potencializa o impacto de um deslize.

 

Fernanda Mendonça e Flávia Mendonça,  sócias da consultoria É Básiko. 

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