E você, vai beber o quê? — perguntou o garçom à mulher. Ela e Zach trocaram olhares.

— Nada, estou bem assim — disse Betsy Sugarman. — Só o cardápio, por favor.

Com um suspiro, virou para o marido. — Comemorar sem um vinhozinho não dá.

— Se você quiser, não bebo também, em solidariedade — disse Zach.

Betsy deu um sorriso amarelo. Não que não quisesse estar grávida. Queria, e muito. Sempre sonhara em ter um bebezinho. Só não esperava que fosse ser tão depressa.

— Você devia estar contente, amor. Com ou sem vinho. É muito bacana, é a próxima etapa da nossa vida.

Zach pegou a mão da mulher. Tinha sugerido o jantar ali, no restaurante favorito do casal, porque era onde tinham celebrado todo marco importante na vida dos dois: o noivado, a admissão de Betsy à escola de negócios, o primeiro grande cliente de Zach já com sua própria produtora de mídia. Comemorar a notícia do bebê ali parecia lógico. Mas Betsy parecia estar sentindo mais ansiedade do que euforia.

— Estou contente, é claro — disse. — Estou mesmo. Só não sei se é o melhor momento. Eu sei que essa coisa de momento certo não existe, mas esse cargo, puxa, é o emprego dos meus sonhos.

— Tá bom, mas você vai conseguir — disse Zach. — Quem disse que a diretora de operações internacionais não pode ser uma mulher com filhos?

Betsy tinha trabalhado na Caston Pharma, uma empresa de biotecnologia na região de San Francisco, na Califórnia, desde que se formara na Stanford Business School, cinco anos antes. No início, ficara meio decepcionada com a empresa. O ritmo ali dentro não era tão acelerado quanto esperava, havia muito pouca oportunidade para alguém como ela subir profissionalmente. Seus mentores tinham sugerido que confiasse no sistema, que tivesse paciência, que aguardasse a oportunidade certa. Meses antes, finalmente, tinha encontrado.

Tom DeHart, cabeça da divisão internacional da Caston, queria alguém para dirigir as operações do laboratório no exterior. A pessoa passaria os 18 a 24 meses seguintes em visitas frequentes a subsidiárias da Caston em outros países. A missão desse executivo seria forjar laços e se familiarizar com os meandros de operações internacionais para ascender a um posto ainda maior e melhor: o comando de alguma das operações no exterior. Betsy tinha sido entrevistada por Tom e, duas semanas antes, o chefe dissera que era a candidata favorita.

E não era só a oportunidade perfeita para a carreira de Betsy. Era o que ela e Zach sempre quiseram da vida: morar, trabalhar e, quem sabe até, criar os filhos no exterior. Zach era da Austrália. Tinham se conhecido na Indonésia, no Corpo da Paz, logo após a faculdade. Na cozinha do apartamento atual, tinham um mapa-múndi salpicado de alfinetes coloridos — um para cada lugar em que aceitariam morar. Havia tantos que Zach sugerira, meio brincando, que assinalassem com um alfinete os lugares em que não morariam.

O garçom voltou com o Pinot Noir de Zach, que ergueu a taça para um brinde. Cabisbaixa, Betsy fitava a mesa.

— Meu bem, deixa disso — disse o marido. — Se tem alguém capaz de achar uma saída, é você. Vou te ajudar, vamos achar. Enfim, você não disse que o Tom tinha filhos? Será que ele não vai entender?

— Pode até ser. Não conheço ele tão bem assim. Ele parece um sujeito legal. O que eu não quero é ser uma decepção para ele. Na nossa última conversa, ele estava tão animado com a possibilidade de eu assumir o cargo. Aliás, nós dois estávamos.

— O que ele disse, exatamente?

— Ah, falou muito sobre as viagens que o posto exigia, queria saber se não havia problema para mim. Ele disse que pode ser bem difícil, que é uma coisa que exige muita energia. Vou dizer o que a ele?

— Bom, vamos pensar. Quais os prós e contras de você contar que está grávida?

Zach pegou um guardanapo de papel e traçou uma linha no meio. De um lado, escreveu “Prós”. Do outro, “Contras”. Em várias ocasiões no passado, Betsy tinha feito o mesmo para ele. A pessoa organizada do casal era ela. Betsy montava uma planilha para planejar as férias, fazia planos de carreira, dividia o guarda-roupa em roupas de verão e inverno.

Betsy ficava feliz em ver Zach tentando ajudar, mas não tinha energia para entrar no jogo. — Não sei se vou conseguir fazer esse trabalho com bebê novinho — disse.

Exigência maior

Assim que chegou ao trabalho na manhã seguinte, Betsy deixou o laptop na mesa, pegou um café descafeinado (embora tudo o que quisesse fosse uma injeção de cafeína) e subiu até o terceiro andar. Queria falar com Carol Quinn, uma das diretoras de RH. Ofegante, parou um minuto na frente da porta de Carol, surpresa com o cansaço que já sentia nesse comecinho de gravidez.

— E aí, Betsy, está perdida? — perguntou Carol, botando a cara para fora da porta. Na empresa, todo mundo achava Carol uma mulher durona, mas eficientíssima. Sua sala era impecável, sem um papel fora do lugar. Perto dela, Betsy parecia relaxada — o que não era fácil.

— Oi, queria ver se você sabe quando o Tom vai tomar uma decisão — disse Betsy.

— Por quê? Você mudou de ideia?

— Não. Só queria estar preparada.

Betsy olhou para a cadeira vazia na sala. Carol interceptou o olhar, mas não convidou a funcionária para entrar.

— Que bom — disse a diretora. — Porque sou da opinião de que você é a pessoa certa para esse cargo — disse Carol. — Aliás, é perfeita. Você é empenhada, é focada, é comprometida, sabe lidar com a pressão. O Tom precisa de alguém que consiga tomar as rédeas desse projeto.

— Bom, é como eu já disse: é exatamente o que eu estava querendo.

— Ótimo. A agenda do Tom ainda está meio no ar, mas ele deve estar de volta na semana que vem. Se eu fosse você, estaria com tudo bem preparadinho até lá. O Tom gosta muito de você, conhece o seu currículo, mas ainda assim você precisa se provar. Tem muita gente interessada nesse posto. Sei que não é justo, mas a gente, por ser mulher, precisa fazer um esforço maior do que os outros. A exigência sobre nós é maior. E não só na Caston, mas em toda parte.

Betsy não sabia ao certo se concordava. Preferiu não responder nada.

— Bom, tenho uma reunião agora — disse Carol. — Era só?

Sou uma mentirosa

“B
odyRRBody” style=”text-align: justify;”>De volta à mesa, Betsy mandou um e-mail para uma amiga, Marisa Guallart. Queria almoçar com ela. As duas tinham começado a trabalhar na Caston no mesmo dia e, ainda que agora estivessem em divisões distintas, uma ainda buscava o conselho da outra em temas profissionais. Assim que Marisa chegou a sua sala, Betsy pediu que entrasse e fechasse a porta.

— Ai, ai. Você nunca me pediu para fechar a porta — disse a amiga, já sentada.

Betsy contou sobre a gravidez.

— Parabéns! — disse Marisa, se levantando para abraçar a amiga. — Que lindo!

— É, né? Estou contente… Quer dizer, estou meio contente e meio apavorada.

— Não era isso que vocês dois queriam?

— É. Mas o momento não é bom.

— Nunca é — disse Marisa. Ela e a companheira tinham dois bebês com menos de dois aninhos. Como as duas queriam dar à luz, tinham dado um jeito de engravidar ao mesmo tempo e acabaram tendo as duas meninas com três meses de intervalo. — Bom, mas você vai seguir trabalhando?

Betsy achou ótimo Marisa ter passado rapidinho para o lado prático da coisa. Era por isso, em parte, que se davam tão bem.

— Acho que sim — respondeu. — Passei a noite pensando nisso. Eu começaria no novo posto no mês que vem. Podia viajar durante os próximos três meses, pelo menos, e trabalhar direto até a licença-maternidade. Supondo que tudo corra bem, claro.

— E você tiraria os quatro meses de licença? — perguntou Marisa. A Caston tinha uma política de licença-maternidade bastante generosa para os padrões americanos.

— A princípio, sim. E aí, já de volta, voltaria a um ritmo pesado de viagens. Mas a agenda do Zach é flexível. De repente, ele podia vir comigo e com o bebê. Ela já falou que topa.

— Já vi que você pensou em tudo — disse Marisa. — Mas, então, qual o problema?

— Só não sei o que dizer ao Tom.

— Diga o que você me disse. Que está grávida, mas que está muito animada com o novo cargo e que vai dar conta do recado assim e assado. O que mais há para dizer?

— Mas minha gravidez mal começou! Não contei nem para minha irmã ainda. Não queria contar para o Tom.

— Bom, você me conhece. Sou um livro aberto, até no trabalho. Agora, sei que você é mais discreta com essas coisas. — Por que você não conversa primeiro com o pessoal do RH, para ver o que eles dizem?

— A Carol está ajudando o Tom na busca.

— Ah! Que medo!

— Além disso, eu não quero contar para ninguém. Minha irmã perdeu dois bebês no comecinho da gravidez. Antes de contar, quero ter certeza de que vai correr tudo bem.

Betsy colocou a cabeça entre as mãos. — Mas se eu não contar agora para o Tom e ele me escolher, vou me sentir uma mentirosa. Se eu contar daqui a dois meses, ele obviamente vai achar que eu sabia que estava grávida.

— Puxa — disse Marisa. — Ninguém ensina a gente a lidar com isso na faculdade!

Não é da conta dele

Quando viu que era a mãe no BlackBerry, Betsy atendeu rapidinho. Desde que Betsy contara da gravidez, uma semana antes, as duas vinham tentando em vão se falar.

— Oi mãe.

— Oi, filha. Estou indo para Boston, tenho uma reunião. Pode falar agora?

Betsy disse que precisava de um conselho. E não só da mãe, mas da empresária. Tanto a mãe como a avó sempre tinham trabalhado fora, ajudando a tocar o negócio da família: uma rede de lojas de ferragens no nordeste dos Estados Unidos. Para Betsy, as duas sempre tinham sido um modelo. Com elas, tinha aprendido que ser mãe e trabalhar fora nem sempre era fácil, mas definitivamente valia a pena.

— Acabei de ficar sabendo que o Tom vai voltar na segunda — disse Betsy. — E que vai tomar uma decisão até o final da semana. Preciso decidir o que vou dizer a ele.

— Diga que está pronta para a oportunidade e que não vê a hora de começar — respondeu a mãe.

— Mas, mãe… Não seria quase como que mentir? Não estou contando toda a verdade.

— Ai, Betsy, por favor. Uma coisa é ser honesta, outra é puxar o próprio tapete.

— E se a Martha estivesse grávida, você não ia querer saber? Digamos que ela fosse precisar se ausentar por um tempo?

Martha era a diretora de compras da rede de varejo da família. Passava a maior parte do tempo na estrada, em feiras.

— Sim, ia querer saber, mas quando ela estivesse pronta para me contar. Considerando o que aconteceu com sua irmã, você precisa ter mais certeza. E se disser ao Tom e, daqui a umas semanas, tiver uma má notícia? Isso não é da conta dele.

— Eu sei, eu sei. É o que o Zach diz.

— Betsy, você não é a primeira mulher que trabalha fora e engravida! É a coisa mais normal do mundo, todo mundo dá um jeito. Você disse na semana passada que você e o Zach tinham achado uma saída. Achei que você tinha um plano.

— Pois é, mas eu não sei se o Tom vai encarar a coisa dessa forma. E tem muito mais gente, gente sem filhos, querendo esse cargo.

— Mais uma razão para você ficar na sua, por enquanto. Você deu um show desde que entrou na Caston. O Tom pode até ficar meio contrariado quando você contar da gravidez, lá na frente, mas aí você já vai estar no cargo, e fazendo um trabalho melhor do que qualquer outra pessoa. Dali a pouco, ele nem vai lembrar que você não contou. Vai estar felicíssimo de contar contigo na equipe. E vai fazer de tudo para te segurar.

Betsy sabia que a mãe era suspeita, mas apreciava o incentivo. Ainda assim, não tinha certeza. — Talvez eu devesse deixar para lá — disse a filha. — Vai ver que não é a hora.

—           Ai, filhinha, não é a sua cara. Você adora um desafio. Você mesma disse que esse posto é uma oportunidade única na sua carreira. Seria muito chato ver você desistindo dele.

RESPOSTAS

Betsy acaba de engravidar e, por enquanto, que

r contar a boa-nova só a gente do seu círculo mais íntimo. Sendo assim, sua mãe tem razão: a gravidez não é da conta de Tom. Betsy não precisa dar satisfações ao chefe enquanto não estiver preparada para tornar pública a notícia da chegada do bebê, pois a condição não afeta sua capacidade de desempenhar as funções do cargo que ocupa. Quando se sentir à vontade para anunciar a gravidez, devia apresentar um plano muito bem pensado para lidar com as responsabilidades profissionais, tanto durante a licença-maternidade quanto depois, quando tiver um bebê pequeno em casa. Talvez não consiga tirar uma licença-maternidade totalmente livre de telefonemas e e-mails. Mas, com um marido parceiro como o dela, pode até dar certo.

Não é paranoia de Betsy temer que as pessoas acabem questionando sua capacidade profissional. Diversos estudos mostram que o preconceito contra a mulher que tem filhos é disseminadíssimo no local de trabalho. A mulher com filhos é vista como menos capaz e comprometida do que colegas. Mas, em um país desenvolvido como os Estados Unidos, todo mundo tem o direito de trabalhar e o direito de ter filhos. Betsy pode, sim, ter um bebê e seguir construindo uma carreira no meio empresarial americano.

Outra coisa que Betsy precisa considerar e abordar são estereótipos de gênero maiores, que podem tolher seu avanço. Nos EUA, a percepção generalizada em empresas é que o homem comanda e a mulher, cuida. Toda vez que uma mulher assume um papel de liderança de alta visibilidade, as pessoas — incluindo a própria mulher — vão logo questionando. O fato de que Betsy cogita “deixar para lá” a disputa pela promoção é indicativo. Sua conversa com Tom, quando ocorrer, será muito mais tranquila se a jovem estiver mental e emocionalmente segura de que triunfará no novo posto. Quando oriento jovens mulheres, falo muito sobre autoconfiança, pois é uma das poucas coisas sob seu controle. Ao longo dos anos, à medida que fui enfrentando esses preconceitos, aprendi a deixar de duvidar de mim. Hoje, homem nenhum tem o poder de me segurar.

Tive meus dois filhos décadas atrás. Quando fiquei grávida, trabalhava com casos cujo julgamento se arrastava por anos. Por isso, imediatamente avisei os sócios do escritório de advocacia. Como queria seguir participando, pensei de antemão em como minha ausência seria coberta. Na época, não conhecia nenhum escritório de advocacia com política de maternidade, mas pedi uma licença remunerada e consegui: oito semanas. De lá para cá, houve grandes mudanças. Hoje, há toda uma indústria de apoio à mãe que trabalha fora — para ajudá-la a seguir amamentando após o fim da licença, para ajudá-la a achar uma creche ou similar. No meu caso, tive de me virar sozinha. Minha filha, que é da geração de Betsy, esperou até o segundo trimestre da gravidez, quando as chances de um aborto espontâneo diminuem, para contar aos chefes. E teve seis meses de licença remunerada.

Apesar dos preconceitos que menciono acima, muitas empresas estão mais preocupadas do que nunca em segurar a profissional com filhos. Com sorte, a Caston é uma empresa delas e Tom vai entender por que Betsy decidiu dar a notícia — que é pessoal e não deve ter nenhum efeito sobre seu sucesso profissional — quando julgasse melhor.

Mary B. Cranston foi sócia sênior do escritório internacional de advocacia Pillsbury Winthrop Shaw Pittman até a aposentadoria. Pertence ao conselho de várias empresas, incluindo Visa, International Rectifier, GrafTech International e Juniper Networks.

——

Se Tom escolher Betsy para a chefia das operações no exterior, ela deve aceitar a promoção, deixando claro que está animada com a oportunidade e que refletiu bem sobre tudo o que exige. A ideia é mostrar ao futuro chefe que vai se dedicar de corpo e alma ao trabalho. Isso feito, e ainda na mesma conversa, Betsy deve dizer a Tom que tem algo pessoal a contar — que está grávida — e que, embora vá precisar tirar licença-maternidade, está pronta para assumir as novas responsabilidades.

Não é preciso contar a Tom antes de ser escolhida. Se ela julga que dará conta do recado, não há por que dar ao chefe uma deixa para repensar sua adequação. Cabe a Betsy decidir se quer realmente essa oportunidade, considerando as circunstâncias. E ela não tem nenhuma obrigação de informar a Tom que está grávida enquanto não se sentir à vontade para tal. O sucesso em uma empresa é fundado, contudo, em relacionamentos. Como não trabalhou com Tom antes, Betsy vai precisar estabelecer uma relação com ele logo cedo. Abrir o jogo sobre a gravidez quando já tiver sido escolhida para o cargo é investir nessa relação. Betsy vai mostrar a Tom que está determinada a fazer a relação dos dois dar certo.

É verdade que a chegada de um filho pode mudar o desempenho de uma pessoa no trabalho. Betsy terá novas necessidades pessoais para equilibrar. Todo mundo, no entanto, tem obrigações além do trabalho. Se a mãe de Betsy estivesse doente, por exemplo, será que Tom a preteriria? Se o marido dela fosse candidato ao posto, será que alguém questionaria sua capacidade de desempenhar as funções só porque iria ser pai?

Quando Betsy estiver com a promoção garantida, não há desvantagem em abrir o jogo. Se mostrar que refletiu com carinho sobre o impacto da gravidez e da chegada do bebê em sua capacidade de exercer o papel, Tom não terá motivo para se arrepender de lhe ter oferecido o posto. E se reagir de forma negativa ou mostrar algum pé-atrás, vai ser útil para Betsy saber. Munida dessa informação, ela pode se perguntar se quer trabalhar para alguém que não acredita em sua capacidade de equilibrar as obrigações da vida pessoal e da profissional.

Betsy tem a oportunidade de mostrar ao chefe o que é ser uma jovem mulher nesse meio. Em meus 37 anos na Ernst & Young, já trabalhei com mulheres incrivelmente talentosas que me ajudaram a enxergar o mundo pela ótica delas. Isso me deu a oportunidade de entender a vida no trabalho de outra forma — e fez de mim um líder melhor.

Nossos altos executivos dão o tom e incentivam o debate de questões como essa para que outros líderes saibam como encarar certas situações e tomar decisões melhores. Tanto nosso presidente atual como líderes anteriores puseram na pauta temas ligados à mulher, apoiando profissionais do sexo feminino em ascensão e verbalizando sua própria opinião sobre temas distintos à medida que iam se impondo. Se os líderes da Caston estiverem passando essa mesma mensagem, Tom vai apoiar Betsy na transição para o novo posto e na nova fase da funcionária na vida pessoal. Se não estiver, e se Tom voltar atrás, talvez seja bom Betsy ajudar a cúpula da empresa a entender que é seu dever criar um ambiente de trabalho menos hostil para a mulher executiva — ou, então, buscar um lugar diferente para trabalhar.

Michael Hamilton é sócio e diretor de aprendizado e desenvolvimento da Ernst & Young no continente americano.

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