Pesquisa realizada pela Macroplan com os participantes do Evento Cenários 2012, organizado pela HBR e realizado no dia 09 de fevereiro em São Paulo, mostra a necessidade de investigar o futuro para obter sucessos nos negócios.

 A pesquisa, respondida via internet antes do evento, reuniu 72 respostas em um universo de 184 inscritos, correspondendo a 39%. do total Os respondentes em sua maioria (mais de 70%) são executivos, ocupando cargos de gerência, diretoria ou presidência e atuam nos mais diversos setores, com destaque para o setor de celulose, varejo, consultorias, químico, financeiro e público. A maioria das empresas aos quais estão vinculados (53%) tem atuação internacional, 32% nacional e, a menor parte (15%), regional. 80% dos pesquisados declararam que sua organização estava entre as líderes ou era a líder de mercado nos seus segmentos de atuação.

Aos respondentes foi pedido que caracterizassem a dinâmica de seu setor e a atitude e o comportamento de sua companhia em face das incertezas do futuro. 96% declararam participar de um setor dinâmico ou muito dinâmico. Apesar disso, 44% não identificaram nenhuma ruptura significativa em seu ambiente de atuação nos últimos 10 anos. Esses resultados podem indicar que, para este grupo, as rupturas e o dinamismo identificados advêm principalmente do ambiente externo ao setor.

Questionados sobre os principais drivers de mudança, o mais citado foi a regulação, seguido de questões tecnológicas e ambientais (Figura 1).

  

 

 

Mais de 90% dos participantes afirmaram que suas empresas exploram o futuro e o fazem, em sua maioria (61%) com recursos próprios, sem apoio externo. As justificativas para os que não exploram o futuro (menos de 10%) variaram entre desconhecimento de técnicas, insuficiência de recursos ou dificuldade de patrocínio.

Os horizontes de análise variaram de setor para setor, entre curto prazo (até 3 anos) para 14%, médio prazo (de 3 a 7 anos) para 39% e longo prazo (acima de 7 anos) para 47% dos respondentes (Figura 2) . Os métodos de análise mais utilizados foram tendências de longo prazo, análise conjuntural, cenários econômicos de longo prazo e cenários setoriais, nesta ordem.

 



Não há dúvida entre os respondentes sobre a necessidade de  explorar o futuro para que seus negócios sejam bem sucedidos. Nesse sentido, as principais contribuições da análise prospectiva residem no subsídio ao planejamento estratégico, no alinhamento de percepções sobre o futuro, na geração de novos negócios e na gestão do risco (Figura 3).

 

 

 

  

Claudio Porto é diretor e fundador da Macroplan. Economista (UFPB), empresário e consultor há 38 anos, coordenou mais de 110 projetos nas áreas de estratégia, gestão de mudanças, construção e análise de cenários para instituições públicas e privadas. É coautor dos livros “Quatro Cenários para o Brasil 2005-2007″ e “Cinco Cenários para o Brasil 2001-2003.

 

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