Entre amigos ou numa reunião de trabalho quando estamos debatendo um assunto, ao emitirmos qualquer opinião, geralmente nos baseamos em alguma informação que lemos, ouvimos ou em uma experiência vivida por nós através da qual extraímos algum aprendizado. Certos do que estamos dizendo, exprimimos o nosso ponto de vista e, quando há sinceridade, ele é sempre válido, único e especial – independente de certo ou errado. Assim funcionam os processos de colaboração, assim duas cabeças pensam melhor que uma, assim nascem parcerias.

Julgar o ponto de vista alheio com inferioridade é menosprezar uma nova possibilidade, algo que fazemos com mais frequência do que conseguimos perceber. Vários gênios foram considerados loucos e atingiram posições sociais de respeito após provarem que tinham sua razão. Do mesmo modo pessoas medíocres conquistaram seu lugar ao sol sem o menor merecimento.

Mas o que faz com que uma mesma experiência seja absorvida de maneiras absolutamente distintas? Essa questão toca um dos mistérios mais belos da existência humana, isso é o que nos faz unos e nos coloca frente a frente com a palavra evolução no seu sentido mais profundo.

Você já parou para pensar como agiria se tivesse vivido experiências completamente diferentes em sua vida? Qual seria o seu comportamento se tivesse nascido em outra família, com uma condição econômica diferente, em outra época ou local? Ao compararmos nossa história de vida com a de outras pessoas, muitas vezes nos sentimos gratos pela sorte que tivemos, ou percebemos que mesmo vivendo as mais complicadas situações tem gente anos-luz na nossa frente no quesito motivação, isso para mim é inspirador!

A influência da nossa história define um posicionamento peculiar perante as situações, assim também é formado nosso caráter e se constituem nossos valores, daí surgem as bases mais sólidas para as atitudes que tomamos. Essa reflexão não tem o intuito de justificar as ações pela história vivida por cada um, até mesmo porque há pessoas que se utilizam das condições mais adversas para criar, evoluir e transcender; algumas precisam sentir-se pressionadas para então gerar mudanças – enquanto outras precisam de condições ideais de pressão e temperatura.

Da mesma maneira com que nosso ponto de vista sofre influências do nosso passado e da nossa história, o mesmo ocorre com a motivação. Me lembro agora de um exemplo que usei em uma das matérias que escrevi falando sobre “Desafio Positivo”; algumas pessoas se inibem ao serem desafiadas, enquanto outras tem enorme prazer e satisfação em vencer seus próprios limites e superar obstáculos, pois para elas encarar os desafios positivamente é enriquecedor.

A natureza humana é a mais variada possível, por isso não podemos nos esquecer de que sempre podemos aprender com o outro, com suas derrotas e vitórias, com conselhos, exemplos e também com diferentes pontos de vista. Mudar o ângulo de visão representa uma ruptura com o tradicional, faz parte do campo da inovação e da criação. Então motive-se a buscar esse outro lado. Quando chover, lembre-se que um avião sobre as nuvens pode estar contemplando um belo dia ensolarado. Não é porque o dia está nublado que o sol não existe!

 

Por Danilo España

 

Idealizadores do projeto Walk and Talk | A volta ao mundo em busca de Motivação, os especialistas no assunto Luah Galvão, atriz e apresentadora e Danilo España, fotógrafo, viajaram por mais de 2 anos – visitaram 28 países nos 5 continentes – para entender o que move, motiva e inspira pessoas das mais variadas raças, credos, culturas e cores. Antes dessa jornada, já estudavam o tema Motivação e agora que estão de volta ao Brasil compartilham suas descobertas nessa e em outras áreas de estudo. Descubra mais sobre o projeto: www.walkandtalk.com.br

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