NA DÉCADA DE 1920, para poder entender a relação entre produtividade e satisfação no trabalho, o professor da Harvard Business School Elton Mayo e o assistente de pesquisa (e, mais tarde, também professor da HBS) Fritz J. Roethlisberger foram estudar o comportamento de trabalhadores numa fábrica da Western Electric Company (a chamada Hawthorne Works) nas cercanias de Chicago. Durante cinco anos, a dupla monitorou o desempenho de seis mulheres que montavam relés num recinto separado, e não no grande salão de montagem. A produtividade das seis disparou, o que levou Mayo a concluir: “Os seis indivíduos se tornaram uma equipe”.

De 1928 a 1930, Mayo e Roethlisberger ajudaram a realizar 21 mil entrevistas na fábrica e descobriram que a atitude mental, uma adequada supervisão e relações sociais informais eram cruciais para aumentar a produtividade e a satisfação no trabalho. Contudo, em 1966, Roethlisberger e William Dickson, um supervisor da Hawthorne, reexaminaram os dados e publicaram um livro — Counseling in an Organization — no qual sustentavam que o comportamento de um indivíduo muda quando observado. O fenômeno foi batizado de Efeito Hawthorne. Outros acadêmicos tiraram conclusões distintas a partir dos dados, mas todos concordam que os experimentos conduzidos naquela fábrica lançaram as bases para a discipli­na do comportamento organizacional.

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