Saber qual é a força que nos faz acordar todos os dias e seguir em frente para muitos ainda é um grande mistério, para outros um pilar para a existência. Saímos pelo mundo por mais de 2 anos perguntando paras as pessoas das mais variadas raças e culturas essas questões tão simples e ao mesmo tempo tão importantes.

Nosso objetivo era relacionar a motivação com o desenvolvimento de talentos e é justamente sobre essa equação que vamos escrever nesse post inaugural.

Pra começar vamos voltar 3500 anos no tempo, lá pra civilização helênica. Para nos situarmos, essa é a civilização grega dos famosos mitos, contemporânea de Platão, Sócrates, Aristóteles, Demóstenes, entre outros grandes. Os helênicos foram conhecidos por alcançar um dos maiores graus de desenvolvimento humano que se tem notícia, e foi justamente nessa época de ouro que o conceito de desenvolvimento de talentos não só foi trabalhado, como era um dos grandes pilares da sociedade. Para aqueles que acham que esse é um conceito atual, ele é muito mais antigo e profundo do que se imagina.  

O sistema de educação helênico, por exemplo, era integralmente pautado no desenvolvimento individual de habilidades. Os mestres desde cedo percebiam as características de cada um de seus alunos e os auxiliavam no sentido de desenvolverem seus talentos, mostrando a beleza de honrar os “dons divinos” de cada um em prol ao grupo. Os nomes gregos nessa época eram acompanhados de significado, o que retratava abertamente o dom de cada um. Por exemplo:

 

Demóstenes: aquele que tem a força do povo. Ele foi realmente um grande orador e político da época.

Sócrates: aquele que tem controle nos atos e nas palavras. Basta lembrar quão grande foi esse filósofo.

Sófocles: aquele que é sábio e glorioso.

 

Portanto, cada ser humano dentro da Polis (cidade) tinha em seu próprio nome aquilo que sabia fazer melhor, ou seja, seu talento. Naquela época era considerado crucial viver e agir de acordo com suas paixões, daquilo que dava luz à existência, isso era inclusive sinônimo de saúde. Viver de acordo com seus talentos, os quais eram atribuídos como um presente dos Deuses, era considerada a grande força propulsora de motivação e entusiasmo. A sociedade moderna vem resgatando esse princípio buscando dar ferramentas para a descoberta e aprimoramento das habilidades, mas o sistema ainda massificado dificulta nessa evolução. A grande pergunta que paira é saber quantos tem a coragem de assumir seus talentos, independente do quanto tenham caminhado num sentido contrário. O que podemos garantir de antemão é que ao redor do mundo tivemos o prazer de constatar que o talento, uma vez revelado e desenvolvido, confere ao ser humano uma carga extra de entusiasmo, brilho no olhar e um senso de dever cumprido.

Encontrar os verdadeiros talentos pode trazer um propósito para nossas vidas, isso não significa largar tudo e fazer apenas o que gosta, significa se aproximar dessa descoberta, ao menos se perguntar quais são eles. A paixão que surge quando identificamos nossos talentos e os seguimos é o que nos coloca frente a frente com o nosso destino.

E aí, vamos encarar nossas próprias descobertas?

 

Luah Galvão e Danilo España

Idealizadores do projeto Walk and Talk | A volta ao mundo em busca de Motivação, Luah Galvão, atriz e apresentadora e Danilo Espanã, fotógrafo, viajaram por mais de 2 anos – visitaram 28 países nos 5 continentes – para entender o que motiva as pessoas das mais variadas raças, credos, culturas e cores. Antes dessa jornada, já estudavam o tema Motivação e agora que estão de volta ao Brasil compartilham suas descobertas nessa e em outras áreas de estudo. (www.walkandtalk.com.br)


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