UM LÍDER que não revela aquilo que vai por sua cabeça pode gerar confusão entre as tropas. No artigo “Cinco mensagens que o líder deve controlar” (HBR Maio 2006), John Hamm explica por quê: “Na falta de uma comunicação clara, que aplaque o anseio de saber aquilo que o líder realmente tem em mente, o pessoal imagina o que quiser. Em geral, a conseqüência é um comportamento errático, um desalinhamento que pode custar caro à empresa” . Por que, então, o líder não deixa as coisas bem claras? Segundo Hamm, o motivo, surpreendente, é que esse líder “não quer sentir que está menosprezando a inteligência dos outros ao detalhar ou contextualizar demais as coisas” .

Um líder que comunica com clareza uma boa estratégia tem muito mais chance de triunfar do que aquele que comunica mal uma estratégia brilhante. Mas um líder capaz de transmitir nitidamente aquilo que está pensando e sentindo tem a melhor chance de todos. “Paixão, emoção e convicção são aspectos essenciais da descrição vívida que leva as pessoas a agirem”, escreve a dupla Jim Collins e Jerry Porras em “Building Your Company’s Vision” (HBR September–October 1996). É o tipo de coisa capaz de converter a mensagem de um líder de ordinária em extraordinária — assim como pode transformar um concerto qualquer num espetáculo brilhante.

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