Motivação e entusiasmo estão sendo trabalhados das mais distintas maneiras e com intensidade cada vez maior pelas empresas. Que o dinheiro não é a principal motivação humana já nos cansamos de ouvir e até jargão virou. Começam, então, a surgir temas mais relevantes e confesso: fico feliz em ver esses temas se relacionarem de alguma maneira ao desenvolvimento humano e evolução pessoal. Existem novas demandas a serem cumpridas, impostas por nós mesmos. São elas:

– Encontrar um propósito que conecte nossa vida pessoal à profissional;
– Descobrir qual é o nosso papel no mundo;
– Qual legado nós vamos deixar, ou seja, como somos importantes para o planeta;

Quando saímos para dar a volta ao mundo estudando motivação, estávamos também buscando por essas questões e tentando nos aproximar da realização desses objetivos. Consideramos que o ideal da maioria das pessoas é viver em um constante estado de alegria e contentamento, mas cumprir essas “novas demandas” e manter o equilíbrio estão se mostrando algo complexo e desafiador. Isso porque, nos momentos em que essas questões aparecem e exigem respostas, nos deparamos com nós mesmos.

Propósito é intenção, objetivo. A descoberta dos talentos pode ser uma das chaves para uma união feliz entre vida pessoal e profissional. Mas, em muitos casos, fazer o que ama profissionalmente para ser feliz não é o que precisamos, isso porque há algumas pessoas que conseguem separar o trabalho ligado à sobrevivência do trabalho criador, cuja atividade dá prazer em ser efetuada. Esse trabalho criador pode se dar por meio de hobbies, atividades extracurriculares, cursos, workshops, esportes, música, trabalhos sociais etc.

Para que uma pessoa se realize, ela não precisa necessariamente trabalhar com aquilo que mais ama por dois motivos: primeiro, porque existe um risco em transformar o que se ama fazer em algo mecânico e comercial. Muitas vezes isso tira o prazer da atividade, que geralmente começa a adquirir caráter burocrático e mercadológico, fugindo do viés inspirador e criador que a incitou.

Em segundo lugar, se o trabalho — mesmo não sendo o trabalho dos sonhos — propiciar horas livres durante a semana em que seja possível realizar essas atividades (onde algum talento seja desenvolvido), já é de grande valor. É muito importante que o trabalho não seja algo que vá totalmente contra seus princípios ou sua personalidade fazendo-o sofrer. Isso acaba esgotando qualquer possibilidade de inspiração e energia para fazer outras coisas. Tudo é uma questão de bom senso, equilíbrio e organização.

Assim, descobrir o seu papel no mundo começa a se tornar mais uma consequência do que um objetivo em si. Esse papel vai se definindo de acordo com o quanto você se dedicou às atividades que considera relevantes para sua vida e seu desenvolvimento pessoal. O legado é outra consequência, o qual na verdade muita gente está colocando como propósito. O que não estamos vendo é que tudo está ligado ao fator inicial, à motivação. Descobrir o que nos motiva é o que gera o impulso na direção certa, nos conecta com o caminho da paixão, da abundância, e da produção criativa, seja profissional ou pessoal.

Primeiro, vamos perguntar qual é nossa motivação. Aí os passos serão dados, só então você poderá vislumbrar seu propósito e, com certeza, vai deixar um excelente legado para o mundo em que vive!

 

Por Danilo España

 

 Idealizadores do projeto Walk and Talk | A volta ao mundo em busca de Motivação, os especialistas no assunto Luah Galvão, atriz e apresentadora e Danilo España, fotógrafo, viajaram por mais de 2 anos – visitaram 28 países nos 5 continentes – para entender o que move, motiva e inspira pessoas das mais variadas raças, credos, culturas e cores. Antes dessa jornada, já estudavam o tema Motivação e agora que estão de volta ao Brasil compartilham suas descobertas nessa e em outras áreas de estudo. Descubra mais sobre o projeto: www.walkandtalk.com.br 

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