Peter Drucker declarou certa vez que sem dúvida “não há nada mais inútil do que fazer com grande eficiência algo que sequer deveria ser feito”. As operações de uma empresa podem até ser melhoradas, argumentou Drucker em “Managing for Business Effectiveness” (HBR May–June 1963), mas isso não significa que devam.

Em The Process Edge, Peter Keen alerta para o risco concretíssimo de aprimorar o processo errado. Em muitos casos, segundo Keen, “até níveis dramáticos de aprimoramento de processos não resultam em desempenho melhor para a empresa”. Keen frisa a importância de melhorar processos de modo que gerem um valor novo — valor pelo qual alguém esteja disposto a pagar.

Para distinguir o que vale a pena daquilo que é pura perda de tempo e dinheiro, busque projetos visíveis para a clientela, que afetem a capacitação central da empresa ou que a diferenciem das concorrentes. Limite o investimento se o processo é fruto de imposição e evite burilar processos que simplesmente perpetuam tradições. Acima de tudo, esteja atento. A inovação pode, num piscar de olhos, tornar inútil um processo até ali vital ou transformar a operação de rotina de hoje em algo que agradará o cliente e gerará lucros amanhã.

Entre em contato com Don Moyer no endereço dmoyer@thoughtformdesign.com.

Share with your friends









Submit